sábado, 6 de dezembro de 2008

A PERSPECTIVA MARXISTA DE EDUCAÇÃO. MARX E MÉSZÁROS



Marx acreditava que a educação era parte da superestrutura de controle usada pelas classes dominantes. Por isso, ao aceitar as idéias passadas pela escola à classe dos trabalhadores (que Marx denominava classe proletária) cria uma falsa consciência, que a impede de perceber os interesses de sua classe. Assim, Marx concebia uma educação socializada e igualitária a todos os cidadãos.
Marx não via com bons olhos uma educação oferecida pelo Estado-Nação burguês, capitalista, basicamente por desacreditar no currículo que ela traria e na forma como seria ensinado. Mesmo que tenha defendido a educação compulsória em 1869, Marx opunha-se a qualquer currículo baseado em distinções de classe. Defendia a educação técnica e industrial, mas não um vocacionalismo estreito, essas idéias tiveram um impacto posterior na educação, especialmente no que diz respeito à educação tecnológica.

O marxismo fornece uma visão da transformação social e promove uma visão da ação humana determinada a levar adiante essa transformação. Ela retrata um mundo onde as coisas não são fixas e luta por mudança. Por essas características, o marxismo, muitas vezes, tem um apelo àqueles que se vêem como oprimidos. Além disso, enfatiza um ideal de poder social para as classes menos favorecidas, dessa forma, têm um forte elo para aqueles que vivem sob regimes ou em circunstâncias que demonstram pouca preocupação com a classe mais pobre.
Já István Mészáros, era considerado por muitos como um marxista obstinado. Para ele, passar da defensiva à ofensiva é uma exigência do tempo em que vivemos, pois a única alternativa à barbárie é o socialismo. Mészáros domina filosofia, economia política e teoria social como poucos. Seus textos dialogam criticamente com os principais pensadores deste século e navegam dos clássicos aos contemporâneos, sempre com rigor e criatividade. Sua obra enfrenta com determinação os desafios e as dificuldades para a superação da vida regulada pelo capital, em direção a uma existência humana verdadeira e fundada na igualdade substantiva.

Antigamente, a educação existia principalmente para a sobrevivência. As crianças aprendiam as habilidades necessárias para viver. Gradualmente, entretanto, as pessoas passaram a usar a educação para uma grande variedade de funções. Hoje em dia, a educação ainda pode ser usada para sobrevivência, mas também ajuda proporcionar um melhor uso do tempo dando maior refinamento à vida social e cultural. O homem depende da educação e ela está presente no seu cotidiano. Porém, existem diferentes concepções de educação e diferentes modelos. Sua prática vai além da escola e abrange desde sociedades primitivas até as sociedades mais desenvolvidas e industrializadas. A educação varia conforme o lugar; no campo, na cidade, na periferia ou conforme a religião e o interesse de cada indivíduo. Existem apenas alguns pontos em comum numa determinada comunidade ou grupo, conforme suas necessidades e costumes. Para que haja educação é necessário que tenham adultos, jovens, adolescentes e crianças, pois existe a influência de uma geração a outra.

A sociedade é que impõe o sistema de educação sobre os indivíduos conforme a sua época. Nem os pais conseguem educar seus filhos como gostariam. É isso que percebemos hoje. Muitos deles gostariam de manter os seus filhos longe das tecnologias, mas isso é impossível e assim acabam cedendo e educando conforme o padrão social para que não sofram futuramente. A sociedade institui em nós a idéia e o sentimento da lei, da disciplina interna ou externa. Estamos correndo atrás dos padrões sociais e nos esforçando para que possamos como seres humanos oferecer o que há de melhor em nós.

As mudanças vão acontecendo lentamente e nós podemos modificar o meio no qual vivemos usando melhor o nosso tempo, lutando por uma sociedade mais humana e igualitária. O ser humano precisa ser respeitado em sua totalidade, em suas potencialidades no seu modo de expressão e de pensar, pois carrega consigo conhecimentos e vivências que podem ser partilhados com seus semelhantes.

REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A NOSSA PROFISSÃO


A maioria dos professores continua indignada com o seu salário. Nossa remuneração é baixa e consequentemente não temos acesso a bens culturais, como visitas a museus, teatro, exposições, concertos musicais e assinatura de jornais e revistas. Os professores da rede municipal têm maiores salários e mais formação continuada do que os da Rede Pública Estadual de Ensino. Atualmente no Brasil existe uma diversidade de condições de trabalho, profissionais salariais devido às disparidades regionais, que refletem as desigualdades econômicas presentes no país.

Os professores da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental trabalham com uma única turma de alunos desenvolvendo todos os conteúdos do programa. Seria muito importante se tivéssemos professores de educação física música, danças, teatro etc... para melhorar a qualidade do ensino. Na educação infantil já houve alguns progressos, além dos cuidados ela é vista como um espaço de grandes aprendizagens.

A descentralização educacional trouxe consigo a padronização nos processos escolares. Livros iguais para todas as escolas, provas de avaliação interna e externa. Além disso, passaram a exigir a elaboração do Projeto Político Pedagógico. O nosso trabalho aumentou muito, é preciso trabalhar em grupos ser flexível, mais responsável e envolver a comunidade. Particularmente acredito que quanto mais a comunidade se envolve participa nas decisões da escola, maior será o desempenho dos nossos alunos, consequentemente teremos maior qualidade na educação e os pais tornam-se parceiros até nas nossas lutas por melhores salários.

Os salários baixos são conseqüências da baixa qualidade na educação. Cada vez mais nos exige mais cursos, atualizações e acompanhamento das tecnologias. Todos trabalham muito para sustentar suas famílias. Assim na maioria das vezes os professores não conseguem preparar uma aula com qualidade. Quando chegam a casa ainda executam o trabalho doméstico e o cuidam dos filhos. Existem ainda diferenciados salários para quem atua nas séries iniciais e finais do Ensino Fundamental sendo que ambos tem a mesma formação em nível superior. Será que as sérias iniciais são tão inferiores às séries finais? È lamentável, mas atualmente esta é a realidade dos profissionais da educação.

Ao longo do tempo os sindicatos foram perdendo força é como se eles tivessem, na atualidade, o duplo desafio de defender a si mesmos como instituição, e aos trabalhadores como categoria. Existe um grande número de associados, mas poucos se engajam na luta. Foi o que aconteceu nesta última greve há poucos dias, aqui em nosso Estado. Vale a pena lembra que o sindicato teve muitas lutas e muitas foram as suas conquistas.

Às vezes dá vontade de desistir, então me lembro que: De todas as artes, a mais bela é educar e dessa forma eu sei que estou fazendo algo para melhorar a sociedade. É muito gratificante ver os alunos crescidos e lembrarem da gente.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A SOCIEDADE E A EDUCAÇÃO



A palavra educação tem sentido amplo, é difícil encontrar uma definição para esta palavra. Ela varia com o tempo e o meio no qual está inserido, não existe uma educação igualitária. “Nas cidades gregas e latinas, a educação conduzia o indivíduo a subordinar-se cegamente à coletividade, a tornar-se uma coisa da sociedade. Hoje, esforça-se em fazer dele personalidade autônoma. Em Atenas, procurava-se formar espíritos delicados, prudentes, sutis, embebidos da graça e harmonia, capazes de gozar o belo e os prazeres da pura especulação; em Roma, desejava-se especialmente que as crianças se tornassem homens de ação, apaixonados pela glória militar, indiferentes no que tocasse às letras e às artes. Na Idade Média, a educação era cristã, antes de tudo; na Renasça toma caráter mais leigo, mais literário; nos dias de hoje a ciência tende a ocupar o lugar que a arte outrora preenchia. Dir-se-á que isso não representa o ideal, ou que, se a educação tem variado, tem sido pelo desconhecimento do que deveria ser.”
Atualmente a educação varia conforme o lugar; no campo, na cidade, na periferia ou conforme a religião e o interesse de cada indivíduo. Existem apenas alguns pontos em comum numa determinada comunidade ou grupo, conforme suas necessidades e costumes. Para que haja educação é necessário que tenham adultos, jovens, adolescentes e crianças, pois existe a influência de uma geração a outra. Os mais velhos tem a responsabilidade de preparar os mais novos para a vida social e desenvolver neles certo número de estados físicos e, intelectuais e morais reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial que a criança particularmente se distingue, assim, a educação tem por finalidade construir o social.
A sociedade é que impõe o sistema de educação sobre os indivíduos conforme a sua época. Nem os pais conseguem educar seus filhos como gostariam. É isso que percebemos hoje. Muitos deles gostariam de manter os seus filhos longe das tecnologias, mas isso é impossível e assim acabam cedendo e educando conforme o padrão social para que não sofram futuramente. A sociedade institui em nós a idéia e o sentimento da lei, da disciplina interna ou externa. Estamos correndo atrás dos padrões sociais e nos esforçando para que possamos como seres humanos oferecer o que há de melhor em nós. E somos seres humanos porque vivemos em sociedade.
Somos o que somos graças à linguagem e a busca incessante do conhecimento. De gerações em gerações fomos herdando e aprimorando conhecimentos. A sabedoria humana se acumula e por isso, nos elevamos aos animais.
Estamos inseridos na sociedade e seguimos os padrões sociais, mas só conseguiremos melhorar como indivíduos se nos esforçarmos e persistirmos.