segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A SOCIEDADE E A EDUCAÇÃO



A palavra educação tem sentido amplo, é difícil encontrar uma definição para esta palavra. Ela varia com o tempo e o meio no qual está inserido, não existe uma educação igualitária. “Nas cidades gregas e latinas, a educação conduzia o indivíduo a subordinar-se cegamente à coletividade, a tornar-se uma coisa da sociedade. Hoje, esforça-se em fazer dele personalidade autônoma. Em Atenas, procurava-se formar espíritos delicados, prudentes, sutis, embebidos da graça e harmonia, capazes de gozar o belo e os prazeres da pura especulação; em Roma, desejava-se especialmente que as crianças se tornassem homens de ação, apaixonados pela glória militar, indiferentes no que tocasse às letras e às artes. Na Idade Média, a educação era cristã, antes de tudo; na Renasça toma caráter mais leigo, mais literário; nos dias de hoje a ciência tende a ocupar o lugar que a arte outrora preenchia. Dir-se-á que isso não representa o ideal, ou que, se a educação tem variado, tem sido pelo desconhecimento do que deveria ser.”
Atualmente a educação varia conforme o lugar; no campo, na cidade, na periferia ou conforme a religião e o interesse de cada indivíduo. Existem apenas alguns pontos em comum numa determinada comunidade ou grupo, conforme suas necessidades e costumes. Para que haja educação é necessário que tenham adultos, jovens, adolescentes e crianças, pois existe a influência de uma geração a outra. Os mais velhos tem a responsabilidade de preparar os mais novos para a vida social e desenvolver neles certo número de estados físicos e, intelectuais e morais reclamados pela sociedade política no seu conjunto e pelo meio especial que a criança particularmente se distingue, assim, a educação tem por finalidade construir o social.
A sociedade é que impõe o sistema de educação sobre os indivíduos conforme a sua época. Nem os pais conseguem educar seus filhos como gostariam. É isso que percebemos hoje. Muitos deles gostariam de manter os seus filhos longe das tecnologias, mas isso é impossível e assim acabam cedendo e educando conforme o padrão social para que não sofram futuramente. A sociedade institui em nós a idéia e o sentimento da lei, da disciplina interna ou externa. Estamos correndo atrás dos padrões sociais e nos esforçando para que possamos como seres humanos oferecer o que há de melhor em nós. E somos seres humanos porque vivemos em sociedade.
Somos o que somos graças à linguagem e a busca incessante do conhecimento. De gerações em gerações fomos herdando e aprimorando conhecimentos. A sabedoria humana se acumula e por isso, nos elevamos aos animais.
Estamos inseridos na sociedade e seguimos os padrões sociais, mas só conseguiremos melhorar como indivíduos se nos esforçarmos e persistirmos.

EDUCAÇÃO NACIONAL E SISTEMAS DE ENSINO


A Lei 9.394/96, ao contrário da anterior, surge num contexto de país redemocratizado, após 8 anos de exaustivos debates por parte da sociedade civil organiza da e do Congresso Nacional caracterizando-se pela FLEXIBILIDADE E INOVAÇÃO, com ênfase na dimensão participativa e democrática. Preocupa-se com a aprendizagem do aluno orientada por concepções pedagógicas avançadas e não com o ensino ou questões técnico pedagógica como a anterior. Para que isso fosse possível houve a descentralização do poder, que é a transferência de responsabilidade e atribuições desse governo para as esferas federal, estadual e municipal, sendo que o estado e o município têm maiores responsabilidades com a educação. A sociedade civil também passou a ter maior autonomia na participação e fiscalização das políticas públicas.
Conforme a Lei:

Art. 9 - A União incumbir-se-á de:
III - Prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário da escolaridade obrigatória, exercendo função redistributiva e supletiva;

IV - estabelecer, em colaboração, com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum.

Art. 10 - Os Estados incumbir-se-ão de:
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros dissolúveis em cada uma das esferas do Poder Público;
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as de seus Municípios.

Art. 11 - Os Municípios incumbir-se-ão de:
I – organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados:
Parágrafo Único – Os Municípios poderão optar, por se integrar ao sistema estadual de ensino ou compor com ele um sistema único de educação básica.

A educação escolar no Brasil está estruturada em: Educação Básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) e educação superior.

A Educação Infantil, conforme a LDB, art. 29 e 30, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectuais e sociais, complementando a ação da família e da comunidade. A Educação Infantil será oferecida em creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até 3 anos de idade; pré-escolas, para crianças de 4 a 6 anos de idade.
O Ensino Fundamental é uma das etapas da educação básica do Brasil. Tem duração de 9 anos, sendo de matrícula obrigatória para todas as crianças entre 6 e 14 anos de idade. Essa obrigatoriedade é uma responsabilidade conjunta dos pais ou responsáveis, pela matrícula; do Estado, pela garantia de vagas nas escolas públicas e da sociedade, por fazer valer esta obrigatoriedade.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, 9394\96, estabeleceu como sendo dever do Estado, a progressiva extensão da obrigatoriedade do Ensino Médio que é a etapa final da Educação Básica e que, conforme o art 35. tem um caráter de formação básica: consolidação e aprofundamento de conhecimentos já adquiridos, formação básica para o trabalho e a cidadania, aprimoramento do educando como pessoa humana e compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos. A educação profissional, segundo o art. 40, será feita em cursos específicos, articulados ou não com o ensino regular, também as instituições de ensino superior mantidas pelo poder público estadual.
A Educação Superior, regida pelo governo federal visa uma especialização profissional. Portanto, o sistema federal de ensino compreende as instituições de ensino mantidas pela União, as instituições de educação superior criada e mantidas pela iniciativa privada e os órgãos federais de educação.
A LDB (Lei de diretrizes e Bases da Educação) orienta-se por uma abordagem crítica e pretende: “A construção de um cidadão analítico, reflexivo, critico capaz de viver e conviver, desenvolver-se continuar aprendendo, participar, interagir, e ser feliz, num mundo em permanente transformação, evolução e conexão a um universo que se amplia e se redimensiona a cada momento. Um cidadão com potencial cognitivo ampliado, versátil, capaz de transmitir emocional e intelectualmente, pelos amplos e diversos caminhos da sociedade do conhecimento”.

PROJETOS DE APRENDIZAGEM - AUTO-AVALIAÇÃO ROSILAINE



Durante o desenvolvimento do Projeto de Aprendizagem houve um crescimento significativo, individualmente e coletivamente no entendimento da proposta e na execução do mesmo. Durante esse tempo ocorreram diversas modificações. Sabíamos pouco sobre “Vulcões.” Através das pesquisas e da entrevista conseguimos ampliar nossos conhecimentos.
Aprendi que é possível trabalhar em grupo na construção de Projetos de Aprendizagem mesmo no Ensino a Distância. Dediquei-me ao projeto dentro das minhas possibilidades. No dia-a-dia estava sempre atenta buscando informações sobre os vulcões.
O mais significativo para mim foi a pesquisa de campo, que realizei com o Senhor Afonso no município de Morro Reuter. Conheci um lugar maravilhoso, adquiri novos conhecimentos e consequentemente tive que fazer uso das tecnologias para publicar os vídeos e as imagens. Eu tinha dificuldades no uso desses recursos e hoje sei que é fácil e prazeroso trabalhar com recorte, edição e publicação de vídeos e slides.
Acredito que nosso trabalho está bem organizado, com links no sidebar e o mais próximo da realidade possível. Fomos progredindo gradativamente no decorrer do projeto. Comunicamos-nos pelo MSN, e-mail, telefone, bilhetes e nas aulas presenciais. Sempre que surgia uma dúvida procuravamos saná-la logo. Também encontrávamos as professoras, tutoras e colegas on-line no MSN.
Foi um trabalho espontâneo e cooperativo, cada uma respeitou a disponibilidade da outra. Assim, todas buscaram e se dedicaram para que o projeto apresenta-se clareza, idéias bem organizadas e que o conteúdo fosse bem desenvolvido.
Particularmente não fui pontual nas minhas postagens, mas participei, tomei iniciativas interagi com as colegas, professoras e tutoras do Projeto de Aprendizagem. Meu tempo dedicado ao estudo é pouco e estou ciente de que poderia ter adquirido mais conhecimentos teóricos e tecnológicos. Gostei de realizar a pesquisa e se alguém me perguntar sobre os vulcões sei falar bastante sobre este assunto, pois agora tenho o embasamento. Os Projetos de Aprendizagem são muito importantes para a nossa formação pessoal e profissional. Encontramos informações na internet, nos livros e nas pesquisas de campo.
No nosso grupo fomos parceiras do começo ao fim e nos respeitamos muito. Estamos aqui para aprendermos e nos fortalecermos juntas.