segunda-feira, 31 de maio de 2010

REFLEXÃO SÉTIMA SEMANA DE ESTÁGIO 24/5 à 28/5

Esta semana aconteceu um grande aprendizado para mim e para a minha turma. Na aula sobre os Pontos Cardeais, fomos até a praça do Bairro, onde tem uma quadra ao ar livre. Inicialmente nos localizamos estendendo o braço direito para o leste, o esquerdo para o oeste. Em nossa frente encontramos o norte e atrás o sul.
Em seguida brincamos com os Pontos Cardeais e Troca/Pontos Cardeais, conforme a atividade planejada para a segunda-feira dia 24/05.
Aprendi que tudo o que interessa ao s alunos ou quando é proposto uma atividade lúdica é de fácil a aprendizado. A aproximação com os alunos é maior e eles se sentem mais a vontade para questionar e manifestar suas opiniões e conclusões.'E preciso explorar os diversos espaços disponíveis em volta da escola. A educação não acontece somente na sala de aula entre quatro paredes.
Acredito que nesta aula houve aprendizado. Paulo Freire já afirmava: "Já agora ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo" (FREIRE, 1983, p. 79). Ensinar não é transmitir saberes. A missão do professor é possibilitar a criação ou a produção de conhecimentos.
Estas atividades os alunos jamais esquecerão. Isso sim é preparar o aluno para enfrentar o mundo atua.
Referência
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 12ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

REFLEXÃO SEXTA SEMANA DE ESTÁGIO 17/5 à 21/5

 Na segunda-feira, durante a visita da supervisora e da tutora de estágio estávamos contando os acontecimentos do final de semana, na hora da novidade, quando um aluno mostrou o seu crochê que aprendeu a fazer com a mãe. Imediatamente mandei-o guardar, então me veio em mente que eu poderia aproveitar e desafiar a turma para aprendermos a fazer crochê.  
Na quinta-feira estavam todos ansiosos com a agulha e a linha nas mãos prontos para aprender crochê. Sabemos que a aprendizagem é possível se basearmos a estrutura mais complexa em uma estrutura mais simples, isto é, quando há uma relação natural e desenvolvimento de estruturas e não simplesmente um reforço externo. Ela é possível apenas quando há uma assimilação ativa. O adulto, tal qual a criança e o adolescente, não aprendem ouvindo respostas prontas.  Aprende resolvendo problemas que dizem respeito ao mundo físico ou social em que vive e lançando hipóteses sobre as transformações que devem ser implementadas.
Os alunos estavam motivados e interessados em aprender, me surpreendi como a maioria conseguiu fazer logo. Esse tipo de trabalho  proporciona aos alunos o diálogo, a ampliação de mundo deles, a interação entre todos, favorece a troca de vivências entre os mais e os menos experientes, assim como possibilita a valorização dos talentos individuais do grupo.
A pedagogia relacional parte da premissa de que não se transmite conhecimento, ele se constrói por força do sujeito sobre o objeto e pelo retorno desta ação pelo sujeito.
Para Piaget, o sujeito só aprende na medida em que ele constitui pelo processo de assimilação e pela acomodação.
O professor acredita que seu aluno é capaz de aprender sempre. Para Paulo Freire, além de ensinar, o educador precisa aprender o que seu educando já aprendeu até o momento. O aluno passa a ensinar o professor, assim os dois avançam no tempo com sucesso nas aprendizagens.
Foi uma experiência positiva da construção do conhecimento e, por isso, vou continuar a desenvolver trabalhos em grupo valorizando sempre o que o aluno já sabe e dando oportunidade para ensinar os colegas e a professora. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BECKER, Fernando. Modelos Pedagógicos e Modelos Epistemológicos In: Educação e Construção do Conhecimento. Porto Alegre: ARTMED, 2001.
BECKER, Fernando. O que é construtivismo? In: Educação e Construção do Conhecimento. Porto Alegre: ARTMED, 2001. 
BECKER, Fernando. Ensino e Construção do Conhecimento: O Processo de Abstração Reflexionante. In: Educação e Construção do Conhecimento. Porto Alegre: ARTMED, 2001. 
PIAGET, Jean. (1959) Aprendizagem e conhecimento. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1975

segunda-feira, 17 de maio de 2010

REFLEXÃO QUINTA SEMANA 10/5 à14/5


Ao findar mais uma semana de estágio prático, é hora de analisar esta prática de um modo crítico, percebendo o que devemos priorizar em nossa prática pedagógica e também o que não devemos continuar fazendo, pois não motiva mais nossos alunos, ao contrário, os desmotiva.
No que tange ao desenvolvimento dos objetivos e as atividades planejadas, posso dizer que, de um modo geral, foi tranquilo, pois consegui desenvolver o que foi planejado e dentro desse planejado sempre tem detalhes que nos chamam a atenção de um modo mais acentuado e esta semana o que considero bastante positivo é a Hora Cívica que tivemos na quarta-feira. A turma apresentou a música: Amigo é da Harmony Cats foi maravilhoso.
Para ensaiar a música convidei a vice-diretora Ângela que também é professora da Coral da Escola. Acredito que é uma forma de valorizar o trabalho dela e motivar os alunos a participarem do coral. Na oportunidade procuramos mostrar aos alunos que existem músicas maravilhosas, devemos saber selecionar e ouvir aquelas que nos passam mensagens positivas.
Outro momento positivo foi a presença do soldado Angelo que vai trabalhar dez encontros sobre o PROERD, sem nas terças-feiras logo depois do recreio. Os alunos participaram manifestando a sua opinião, questionado de forma organizada, sem rir ou debochar dos colegas como acontecia algum tempo atrás.
O vídeo sobre as missões assistimos no data show e tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a computação gráfica. Os alunos ficaram impressionados com a grandeza da obra e a inteligência do povo que arquitetou essa grandiosidade.
Acredito que nossos alunos são aquilo que os fazemos crer que são, portanto, proporcionar atividades que desenvolvam neles o prazer pelo aprender é fundamental.
Digo isso porque uma aprendizagem de qualidade e inovadora pode ser feita com boa vontade e prazer.
Segundo Piaget podemos:
“Formar homens criativos, inventivos e descobridores, de pessoas críticas e ativas, em busca constante da construção da autonomia."
Dificuldades, empecilhos, todos nós convivemos como eles, mas se tivermos coragem de mudar, teremos uma educação voltada para o verdadeiro aprender de nossos educandos.
Referência bibliográfica: