domingo, 19 de outubro de 2008

APRENDIZAGEM NA VIDA ADULTA


Para Piaget, a inteligência depende da ação do sujeito sobre os objetos, numa espécie de diálogo entre estruturas internas e a realidade externa. Nas palavras do próprio cientista: “As estruturas operativas não resultam de aprendizagem nem de programa hereditário inato: assim não podem nascer senão de uma construção”.
Percebo claramente que eu, como aluna do PEAD, só estou aprendendo a lidar com as tecnologias porque eu quero e isso partiu de dentro de mim para encarar os novos desafios de lidar com as tecnologias. Aprendo depois que aplico o que estudei ou na tentativa do erro e do acerto. Temos o domínio do pensamento lógico e dedutivo, o que nos habilita à experimentação mental. Isso implica, entre outras coisas, relacionar conceitos abstratos e raciocinar sobre hipóteses. Mesmo assim, precisamos como as crianças de estímulos para procurar conhecimento.
Eu busco informações em livros, na internet no diálogo com as outras pessoas. Essa busca está relacionada com a teoria de que o meu desenvolvimento cognitivo se dá na relação com o meio, ou com outros sujeitos, embora ele seja único e individual. Como afirma Maturana: A educação é um “processo em que a criança ou o adulto convive com o outro e, ao conviver com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o do outro” (MATURANA, 2001, p. 29).

sábado, 18 de outubro de 2008

CONCEPÇÕES E NORMAS DE CURRÍCULO E DE AVALIAÇÃO


Trabalho em uma escola seriada, mas nós professoras do currículo avançamos e temos uma avaliação emancipatória e contínua levando em conta as diferenças individuais e os diferentes saberes de cada aluno. A cada trimestre os alunos se auto – avaliam, os pais avaliam a escola, o trabalho das professoras e o desempenho do se filho. As professoras fazem um parecer descritivo do aluno levando em conta o resultado de todas as atividades realizadas em sala de aula ou fora dela, orientados pelo professor, tanto individuais como grupais considerando a participação, a criatividade, a pontualidade e a execução das tarefas propostas num constante fazer e refazer diante das dificuldades ainda não vencidas, ou seja, os objetivos ainda não alcançados.
NO Regimento Escolar percebi que o currículo está incluído nos objetivos do Ensino Fundamental e os mesmos estão bem definidos contemplando uma ampla diversificação de estudos disponíveis, que estimulem a partir de uma base comum, a reconstrução do conhecimento e mobilizem o raciocínio, a experimentação, a solução de problemas e outras competências, oferecendo opções de acordo com as características de seus alunos e as demandas do meio social.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A PERSPECTIVA WEBERIANA DE EDUCAÇÃO



Para Weber existem 3 tipos puros de dominação legitima: dominação legal, a dominação tradicional e a dominação carismática. A dominação legal é aquela que segue um estatuto. Seu tipo mais puro é a dominação burocrática. Tem como idéia básica que qualquer direito pode ser criado e modificado diante um estatuto sancionado corretamente quanto a forma. O quadro administrativo consiste de funcionários nomeados pelo senhor, e os subordinados são membros da associação. O funcionário deve ter formação profissional, sendo contratado, com pagamento fixo, graduado conforme a hierarquia do cargo e não do volume do trabalho, sua forma ideal de proceder é sem influência ou vínculo sentimental de espécie alguma. A base do funcionamento técnico é a disciplina do serviço.
Conforme Weber nos coloca, a dominação legal é essencialmente burocrática, corresponde a estrutura moderna do estado e do município, também de empresas capitalistas privadas ainda, numa associação com fins utilitários ou numa união de qualquer outra união de qualquer outra natureza que disponha de um quadro administrativo numeroso e hierarquicamente articulado. As formas de dominação burocráticas estão em ascensão em todas as partes.
A dominação tradicional é assim dominada em virtude da crença na santidade das ordenações e dos poderes senhorias de há muito existentes. Segundo Weber, seu tipo mais puro é o da dominação patriarcal. O que ordena é o “senhor” e os que obedecem são os “súditos”. O quadro administrativo é formado por “servidores”.
A dominação carismática é a devoção afetiva à pessoa do senhor e a seus dotes sobrenaturais (carisma) e particularmente: a faculdades mágicas, revelações ou heroísmo, poder intelectual ou de oratória. Com devoção pessoal, Weber nos coloca que os tipos mais puros são a dominação do profeta, do herói guerreiro e do demagogo.
Quem manda é o líder, que é obedecido exclusivamente por suas qualidades excepcionais e quem obedece é o apóstolo. Quando é abandonado por Deus ou quando decai sua força heróica ou a fé dos que crêem em sua qualidades de líder então seu domínio também se torna caduco. O quadro administrativo é escolhido segundo carisma e vocação pessoais. A dominação carismática não esta presa à tradição. Neste tempo vale a voz do profeta. Weber nos diz que, sem dúvida, a autoridade carismática é uma das grandes forças revolucionárias da História, porém em sua forma totalmente pura tem caráter eminentemente autoritário e dominador.