segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A PERSPECTIVA WEBERIANA DE EDUCAÇÃO



Para Weber existem 3 tipos puros de dominação legitima: dominação legal, a dominação tradicional e a dominação carismática. A dominação legal é aquela que segue um estatuto. Seu tipo mais puro é a dominação burocrática. Tem como idéia básica que qualquer direito pode ser criado e modificado diante um estatuto sancionado corretamente quanto a forma. O quadro administrativo consiste de funcionários nomeados pelo senhor, e os subordinados são membros da associação. O funcionário deve ter formação profissional, sendo contratado, com pagamento fixo, graduado conforme a hierarquia do cargo e não do volume do trabalho, sua forma ideal de proceder é sem influência ou vínculo sentimental de espécie alguma. A base do funcionamento técnico é a disciplina do serviço.
Conforme Weber nos coloca, a dominação legal é essencialmente burocrática, corresponde a estrutura moderna do estado e do município, também de empresas capitalistas privadas ainda, numa associação com fins utilitários ou numa união de qualquer outra união de qualquer outra natureza que disponha de um quadro administrativo numeroso e hierarquicamente articulado. As formas de dominação burocráticas estão em ascensão em todas as partes.
A dominação tradicional é assim dominada em virtude da crença na santidade das ordenações e dos poderes senhorias de há muito existentes. Segundo Weber, seu tipo mais puro é o da dominação patriarcal. O que ordena é o “senhor” e os que obedecem são os “súditos”. O quadro administrativo é formado por “servidores”.
A dominação carismática é a devoção afetiva à pessoa do senhor e a seus dotes sobrenaturais (carisma) e particularmente: a faculdades mágicas, revelações ou heroísmo, poder intelectual ou de oratória. Com devoção pessoal, Weber nos coloca que os tipos mais puros são a dominação do profeta, do herói guerreiro e do demagogo.
Quem manda é o líder, que é obedecido exclusivamente por suas qualidades excepcionais e quem obedece é o apóstolo. Quando é abandonado por Deus ou quando decai sua força heróica ou a fé dos que crêem em sua qualidades de líder então seu domínio também se torna caduco. O quadro administrativo é escolhido segundo carisma e vocação pessoais. A dominação carismática não esta presa à tradição. Neste tempo vale a voz do profeta. Weber nos diz que, sem dúvida, a autoridade carismática é uma das grandes forças revolucionárias da História, porém em sua forma totalmente pura tem caráter eminentemente autoritário e dominador.

SER PROFESSORA



Sou uma sonhadora e acredito que mudar é difícil, mas não impossível. Temos o dever de estimular e acolher os alunos, pois todos têm o direito à educação, seja pobre, rico, jovem ou adulto. Ser professor não é tarefa fácil, pois exige: bom senso, humildade, segurança, respeito, generosidade, liberdade, autoridade, decisões, conhecimento, diálogo... Mas quem acredita que educação transforma o trabalho torna-se prazeroso e satisfatório.
Quero destacar a importância dos limites que nossos alunos precisam ter. É a liberdade sem libertinagem. Muitos alunos acham que podem fazer o que bem entendem com seus pais, colegas e professores. É preciso resgatar o valor do respeito. Esperar a vez de falar, respeitar os mais velhos, cumprimentar as pessoas, ser educado em todos os lugares e com todas as pessoas.
Devemos lembrar aos nossos educandos que todos nós somos seres inacabados e enquanto estivermos vivos estamos aprendendo, ninguém é dono do saber, mas nós professores somos referência para nossos alunos, por isso devemos ser exemplo na família, na escola, na rua e na sociedade. Como vamos educá-los e exigir deles o que nós mesmos não somos?
Paulo Freire numa de suas cartas diz que: “A educação tem sentido porque o mundo não é necessariamente isto ou aquilo, porque os seres humanos são tão projetos quanto podem ter projetos para o mundo. A educação tem sentido porque homens e mulheres aprenderam que é aprendendo que se fazem e se refazem, porque homens e mulheres puderam se assumir como seres capazes de saber, de saber que sabem, de saber que não sabem. A educação tem sentido porque para serem, mulheres e homens precisam estar sendo. Se mulheres e homens simplesmente fossem não haveria porque falar de educação”. (Pedagogia a Indignação)
E é por isso que estamos aqui. Porque acreditamos na educação e no poder de sua transformação.

RELER E REESCREVER A ESCOLA



II Congresso Nacional de Educação: “Reler e Reescrever a Escola”

Na Noite de 25/09/08 tive a oportunidade de assistir a palestra do Professor Jorge Cunha da UFSM. Sua palestra foi um momento de reflexão sobre a nossa prática como educadores e ele fez o seguinte questionamento: Qual é o papel do educador e da escola para dar sentido a educação diante das enormidades ? ( internet, consumismo, competitividade...)
Neste momento percebi a importância das aulas do SI e Projeto Pedagógico onde é mais importante saber perguntar do que responder. Nós devemos formar cidadãos que saibam perguntar. O nosso papel é criar neles o desejo do conhecimento. Só aprendemos quando desejamos buscar conhecimento.
A produção do conhecimento tem quatro características básicas:
1ª descontentamento, busca do novo;
2ª experimentarão, busca das respostas;
3ª a universalidade; somos extremamente atrevidos. Quando começamos a buscar conhecimento não paramos mais. O desejo de aprender é um atributo da condição humana.
4ª é preciso apostar, correr riscos e o mais importante é o engajamento. O engajamento só existe se há diálogo.
Sabemos que a educação não tem receita pronta e por isso ela se torna um desafio. Lidar com gente é sempre imprecisamente. E, por não sermos Deuses e nem animais somos capazes de reconhecer nossos limites. E mais capazes ainda de produzir conhecimentos.
Devemos agir no tempo e lugar que estamos sem adiar nossos sonhos para o futuro, pois talvez o futuro nunca chegue.
A cada dia que passa percebo o quanto a PEAD está sendo importante na minha vida pessoal e profissional
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