segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PEDAGOGIA DE PROJETOS

Quando trabalhamos com projetos de aprendizagem o aprendiz assume a responsabilidade pela obtenção de seu próprio conhecimento. E é isso que nós estamos fazendo. Estamos sendo desafiados a desenvolver novas formas de ensinar e de aprender, buscando a formação continuada para que possamos aprimorar nossas práticas pedagógicas em sala de aula.
O principal aspecto positivo e desafiador em se trabalhar por projetos é partir da realidade, experiências e conhecimento prévio dos educandos, do que é significativo para eles, sendo eles sujeitos ativos durante todo o processo, possuindo então, responsabilidades em seu próprio processo de aprendizagem. Dessa forma as aprendizagens tornam-se significativas, os alunos fazem conexões com seus conhecimentos e os estudos realizados. Nesta metodologia a organização dos conteúdos a serem abordados, não se dá de forma rígida, pois há um respeito à estrutura lógica e seqüencial dos alunos. Ao final do projeto, os alunos são capazes de trabalharem por si mesmos, pois desenvolveram a autonomia, isto é, a capacidade de pensar e agir. O papel do professor deixa de ser aquele que ensina por meio da transmissão de informações para criar situações de aprendizagem cujo foco incide sobre as relações de diálogo que se estabelecem neste processo, cabendo ao professor realizar as mediações necessárias para que o aluno possa encontrar sentido naquilo que está aprendendo. Sabemos o quanto é desafiador, porém é fundamental o trabalhar por projetos.

domingo, 4 de outubro de 2009

CURRÍCULO INTEGRADO

Muitos vivem das diferentes formas de trabalho, onde a precarização econômica dificulta o acesso à produção cultural dominante, a escola passa a ser espaço fundamental para a aquisição dos conhecimentos que permitam o desenvolvimento das competências requeridas para a inclusão na vida social e produtiva.
O consumismo exagerado, os novos modelos de produção industrial, as estratégias de competitividade e de melhoria da qualidade nas empresas, exigem das instituições escolares compromisso de formar alunos com competências e habilidades de acordo com a nova filosofia econômica.
A escola é uma organização flexível, e cada vez mais passa a ser vista da mesma maneira que as empresas e mercados econômicos, pois atende as suas necessidades. Estamos vivendo na era da globalização e consequentemente as organizações escolares estão buscando a interdisciplianridade, a participação, a democracia e todas as demais possibilidades do currículo integrado.
Diante disso tudo, nós professores temos o compromisso coma educação, devemos fazer uma análise critica dos conteúdos e finalidades dos níveis educacionais e, em geral do sistema escolar. Para melhorar a qualidade da educação podem ser criadas dinâmicas de participação que levem a democratização real de suas estruturas, valores e habilidades construídas e reconstruídas por estudantes e professores em sala de aula possibilitando dessa maneira a inclusão social.

LIBRAS, CULTURA SURDA E A COMUNIDADE SURDA

Para falar com uma pessoa surda precisamos manter sempre o contato visual e prestar atenção nas expressões faciais e corporais que são muito importantes para o entendimento da pessoa surda, se preciso poderemos até escrever ou usar o computador com programa especial para surdos e até mesmo outros recursos tecnológicos.
Devemos levar em conta os ideais, os hábitos, as crenças, que a pessoa surda, traz consigo quando vamos nos comunicar com ela, assim como fazemos com qualquer outra pessoa.Temos que ter a sensibilidade que a cultura surda trata de como o individuo surdo modifica e torna o mundo mais acessível ajustando-o com as suas percepções visuais,então não devemos querer que ela fale como agente oralmente , isso devemos levar em conta na hora da comunicação com a pessoa surda.
Os elementos culturais constituem-se na mediação simbólica que torna possível a vida em comum. A cultura se expressa através da linguagem, dos juízos de valor, da arte, das motivações, etc., gerando a ordem do grupo, com seus códigos próprios, suas formas de organização, de solidariedade, etc. As culturas são recriadas em função de cada grupo que nelas se inserem. Os surdos são um grupo minoritário que está lutando para que sua cultura seja incluída, no contexto social, como legítima.
Os surdos formam grupos sociais diferentes dos daqueles que ouvem. Diferentes, mas não diversos, desiguais. É de extrema importância estabelecer a diferença entre as noções de diversidade e de diferença. A noção de diversidade “cria um falso consenso, uma idéia de que a normalidade hospeda os diversos, porém mascara normas etnocêntricas e serve para conter a diferença” (Skliar, 1998, p. 13). Para Skliar, a diferença, pelo contrário, não é um mero espaço retórico, antes, sempre está baseada em representações e significações que geram práticas e atitudes sociais. A surdez é, portanto, uma diferença, visto que “a surdez é uma construção histórica e social, efeito de conflitos sociais, ancorada em práticas de significação e de representações compartilhadas entre os surdos” (ibid, p. 13).
Respeitar, tolerar, suportar, entender a cultura alheia não deve ser menos comprometedor que traçar estratégias sócio-políticas para tornar visíveis as diferenças e agir em função delas. Ora, a afirmação das identidades e da diferença dos surdos traduz um desejo de garantir-lhes o acesso aos bens sociais enquanto direito, não enquanto concessão.